Social networking: (a) grande falha do iPhone?

De facto, nunca tinha reparado no iPhone do seguinte prisma. Segundo o blogger Peter Magnusson, o iPhone é um telefone criado à imagem de Steve Jobs e, como tal, pensado para a sua geração. Consequência, embora seja um gadget perfeito para essa geração, para as mais novas tem uma falha capital: não tem nenhum tipo de social networking.

Por outras palavras, é um telefone para utilizadores entre os 40-60 anos, ainda presos ao paradigma do PC e do utilizador único, que por rede entende apenas a Internet. E parece-me que o autor tem uma certa razão. Não iria tão longe como criar o iPhone em torno do conceito de social networking, mas concordo plenamente quando ele afirma que as potencialidades desse telefone como criadores de um novo paradigma de social networking seriam imensas e mais viradas para os novos utilizadores do século XXI. Pessoalmente, apesar de pertencer a essa faixa etária, não sou grande fã de colocar demasiada informação online (um abraço virtual a quem me descobrir no Hi5), mas compreendo o apelo para os meus pares.

Segundo Magnusson, o erro deve-se ao facto de Jobs não compreender bem este mercado, ao contrário do que aconteceu com o mercado musical e que lhe permitiu criar o binómio iPod + iTunes. Esta dissonância cognitiva é visível, por exemplo, no widget "Stocks" que aparece no iPhone. Mesmo o Youtube, apesar de presente, não permite o upload de videos ou a adição de comentários aos já existentes no serviço. Estes dois exemplos dizem tudo sobre a lógica subjacente ao desenvolvimento do telefone.

A Apple terá (para já) perdido uma oportunidade de ouro de fazer bem o que a Microsoft tentou fazer mas mal com o Zune castrado nas suas capacidades WiFi, precisamente a criação de um conceito de rede quase exclusiva para os utilizadores do aparelho. Até porque a Apple tem junto dos consumidores uma projecção muito superior à da Microsoft e também por ter objectivos mais ambiciosos para o iPhone do que esta para o Zune.

Portanto, desde um ponto de vista filosófico, o iPhone pode ser interpretado como a decantação mais pura de tecnologia para os consumidores habituados a trabalhar com computadores, num enfoque muito nineties, mas não como um aparelho de futuro, pensado e preparado para as gerações mais novas. As gerações Y e Morangos com Acúçar/MySpace.

Recomendo vivamente a leitura do ensaio acima citado sobre esta matéria.

Via Apple 2.0.

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2 comentários em “Social networking: (a) grande falha do iPhone?”

  1. mac2 Says:

    Muito, muito bom. Talvez a melhor (por surpreendente e fora dos blá-blá-blá do costume) até ao momento. Definitivamente uma leitura (quase) obrigatória.


  2. […] 5th, 2007 by mac2 Como bem disse o Spinning Beachball a propósito de uma excelente review do iPhone (feita pelo Peter Magnusson, que aconselho vivamente […]


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