Arquivo de Março 2008

SB em mudanças

Março 24, 2008

Não, a ausência recente de posts não significa o desaparecimento do SB. Reflecte apenas e só o facto de este blog estar em mudanças.

Mudanças essas que (como sempre) não estão a correr como o previsto (case in point, a fuga do meu designer para a sua terra natal, algures no meio do Mediterrâneo; case in point bis, o raio do terceiro capítulo da tese que tenho de entregar amanhã).

Prometo que irei debruçar-me sobre este problema assim que possível e que logo, logo (yeah right) o SB estará vivinho da silva noutro poiso.

Até lá fica referenciada a efeméride dos sete anos do OS X. Venham mais sete.

Image_OSXBoxes.png - Wikipedia, the free encyclopedia.jpg

(Da esquerda para a direita: 10.0 Cheetah e 10.1 Puma, 10.2 Jaguar, 10.3 Panther, 10.4 Tiger e 10.5 Leopard)

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Afinal a Apple está atenta

Março 11, 2008

Depois de ontem ter colocado este post online sobre uma óbvia gralha na tradução do site português da Apple, hoje deu-me na cabeça visitar a mesmíssima página:

Apple (Portugal) - Rato Mighty Mouse - Design-1.jpg

Concluo, pois, que dei uma mão à Apple e que a asneirada foi discretamente corrigida. De seguida enviarei a factura para Cupertino (ou será melhor Cork, Irlanda) com o valor em dívida pelos meus serviços de QA.

Ainda precisam de um tradutor?

Março 10, 2008

Momento no comments do dia:

Apple (Portugal) - Rato Mighty Mouse - Design.jpg

Página do site português da Apple dedicada ao Mighty Mouse.

Via TechZone.

Wikipedia: inclusionismo ou exclusionismo?

Março 10, 2008

Excelente artigo da The Economist sobre o futuro da Wikipedia.

Num par de pinceladas a discussão é simples: deve a Wikipedia seguir o modelo long tail e aceitar toda a contribuição que seja relevante para um número ínfimo de utilizadores, ou, pelo contrário devem os artigos estar limitado a artigos de maior relevo (ou notability no original)?

De um lado da barricada temos os inclusionistas e do outro, o seu oposto, ou seja, os exclusionistas.

Pessoalmente, inclino-me para o lado dos inclusionistas desde que vi em primeira mão os zelotas do exclusionismo em acção.

O ano passado ou há dois anos a entrada sobre a Techzone na Wikipedia portuguesa foi apagada por ser considerada “irrelevante” por um comité de sábios. Ficou-me na retina o facto de um dos carrascos ser um especialista nos bancos pesqueiros de Moçambique. Porreiro, não íamos propriamente alegar que a Techzone era uma sumidade no que toca à pesca do atum ou do douradinho da Pescanova/Iglo (riscar o que não interessa).

Agora considerar irrelevante para a Wikipedia portuguesa o maior fórum de informática português com (então) 20 mil utilizadores activos…roça o autismo. Enfim, continuamos a crescer independentemente destes trambolhões.

Daí que subscreva a ideia que esses pequenos tiranos fãs da execução pouco mais não são que uma burocracia kafkiana (definição da própria Wikipedia) a mandar bitaites sobre assuntos que não dominam. É a mentalidade do pequeno mestre escola.

Via: Wikinomics

You Such a Photoshop #8: 3D Layers

Março 10, 2008

Mais um vídeo da série You Such a Photoshop (sic):

MacBook Air e a segurança nos aeroportos

Março 9, 2008

Momento no comments do dia.

Para alguns agentes de segurança de um aeroporto nos EUA um aparelho relativamente pequeno, cinzento e leve não pode ser um portátil. MacBook Air? O que é isso?

I’m standing, watching my laptop on the table, listening to security clucking just behind me. “There’s no drive,” one says. “And no ports on the back. It has a couple of lines where the drive should be,” she continues.

A younger agent, joins the crew. I must now be occupying ten, perhaps twenty, percent of the security force. At this checkpoint anyway. There are three score more at the other five checkpoints. The new arrival looks at the printouts from x-ray, looks at my laptop sitting small and alone. He tells the others that it is a real laptop, not a “device”. That it has a solid-state drive instead of a hard disc. They don’t know what he means. He tries again, “Instead of a spinning disc, it keeps everything in flash memory.” Still no good. “Like the memory card in a digital camera.” He points to the x-ray, “Here. That’s what it uses instead of a hard drive.”

Resultado de tanta diligência foi que o autor deste blog perdeu o vôo.

Sobre os updates pagos para o iPod Touch

Março 7, 2008

Apple - QuickTime - Apple March 6 Event.jpg

“Everything will run on the iPod Touch as well, including enterprise features. We account for the touch differently than we do for the iPhone so there will be a nominal charge for the Touch.”

(Steve Jobs no evento de ontem falando sobre o firmware 2.0 para iPhone e iPod Touch)

Confesso que muito tenho pensado sobre os updates pagos para o iPod Touch quando comparados com os updates gratuitos para o iPhone. Oficialmente, a Apple justifica a cobrança devido a motivos contabilísticos. Lamento, mas não acredito.

A resposta é, uma vez mais, desoladoramente simples. Assenta em duas premissas:

1. Enquanto o iPhone é durante os dois anos após a sua venda uma fonte de rendimento para a Apple, devido ao acordo de partilha de receitas com os operadores móveis, o Touch só dá dinheiro à empresa no momento da venda.

2. O modelo de negócio do Touch é idêntico ao dos Macs.

A primeira premissa explica-se por ela própria. A segunda merece um pouco mais de reflexão.

A partir do momento da venda o Touch, não dá dinheiro a ganhar à Apple. Pelo contrário, só dá despesa com garantias, peças de reparação e afins. Em princípio, a Apple não volta a esmifrar um cêntimo a quem lhe comprou um Touch.

Daí que uma maneira de continuar a cobrar aos utilizadores deste produto seja introduzindo novas funcionalidades suficientemente apelativas para levar parte da base instalada a pagar uns trocos por ele.

E é assim tão estranho? Não. Vejamos com dois exemplos paradigmáticos:

Quando a Apple ou qualquer empresa lança uma nova versão de um programa o que é que faz? Cobra ou um valor alto (para novos clientes) ou uma taxa de actualização para quem já for cliente. Exemplo acabado: iWork e iLife. Qual é a diferença quanto ao Touch? Nenhuma, o hardware é o mesmo, apenas o software é melhorado.

Fazendo a tal analogia do modelo de negócio do Touch com o dos Macs. Depois de vendidos, só dão despesa, tal como aquele. Acresce que, nos últimos cinco anos, a Apple sempre cobrou por cada nova versão do OS X. Ninguém é obrigado a comprar e os Macs continuam a funcionar perfeitamente com o OS X com que vinham originalmente. Mas quem quiser as novas funcionalidades, tem de pagar…

E alguém tem refilado com os 129 dólares que pagámos por Panther, Tiger e Leopard? Não. Simplesmente, habituámo-nos ao preço da actualização. A Apple amortiza os custos de desenvolvimento do novo software que teria sempre de suportar para manter os Macs competitivos, vendendo-o também à base instalada pré-existente.

Resumindo: se pensarmos bem, quando compramos um Touch estamos a comprar *aquele* hardware, com *aquele* software, mais nada. Não o comprámos com a promessa que novas funcionalidades seriam adicionadas *e* gratuitas. Acaso o são para os Macs?

E assim a Apple consegue voltar a fazer dinheiro com hardware que já vendeu.

No fim é fazer as contas, cabe ao consumidor ver se vale a pena comprar o update. Só paga quem quer. O Touch não deixa de funcionar sem o update.

*PS: Fica por saber o que irá acontecer a quem não pagou o update de Janeiro. Que preço pagará? Terá de comprar primeiro o dito update de Janeiro?