Arquivo de Janeiro 2008

Ouch! (ou a Apple na Rússia)

Janeiro 28, 2008

Onde é que eu vi tiros no pé destes…

Via The Inquirer.

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Venturas e desventuras de uma compra na loja Apple online inglesa

Janeiro 28, 2008

Há uns meses decidi não arriscar com a sorte e decidi comprar a extensão de garantia AppleCare para o MacBook Pro de que sou feliz proprietário.

Como o preço da dita garantia não é barato, optei por fazer a encomenda através da loja online para educação (melhor dizendo, Higher Education Store) antes que o prazo inicial de um ano de garantia expirara. No total, saiu a pouco mais de 315 euros.

Estando essa loja apenas disponível para acesso nos computadores do campus da Universidade, nada como ir a um domingo à noite antes das férias do Natal para tratar da encomenda. Tendo em conta que o prazo para activar o AppleCare expirava antes de eu regressar de Portugal e ninguém estaria em casa para receber o pacote, diligentemente telefonei à Apple *antes* de efectuar a encomenda. Claro que não havia nenhum problema e que reteriam o AppleCare até eu dar ordem que o enviassem. Teria que os contactar novamente quando tivesse o número de encomenda.

Fiz a encomenda descansado da vida e no dia seguinte de manhã liguei para a Apple. De um momento para o outro deixo de ser possível reter a encomenda, pois já estava na UPS (encomenda efectuada nessa madrugada, eficiência germânica!) e o AppleCare teria sempre de ser activado online antes de expirar o prazo de garantia, de nada servindo a compra em data anterior. Tentei que enviassem para outra morada onde alguém o poderia receber mas, novamente, demasiado tarde.

Resultado, fui para Barcelona e lá comprei o Apple Care na minha loja habitual por um preço com desconto ligeiramente superior ao que me custaria na loja online de educação e procedi à sua activação sem problemas.

Entretanto, o AppleCare inglês foi entregue a um vizinho meu. Não obstante o pacote vir endereçado a mim e se tratar de um produto de mais de 300 euros, a UPS não viu problema algum em entregá-lo a um estranho que nada tem a ver comigo. Pior fiquei quando no apoio telefónico da Apple me disseram que era prática habitual, entregue à discrição do transportador. Porreiro, um tipo compra algo numa loja online e é normal o transportador entregar a mercadoria registada a um vizinho. Porreiro, mesmo, especialmente se ao vizinho lhe apetecer não entregar a coisa. Estão a ver como seria provar que algo não nos foi entregue a nós mas a um vizinho que refuta essa ideia. Porreiro.

Felizmente os meus vizinhos são (até agora!) pessoas civilizadas e entregaram o dito pacote cá em casa (no meu prédio, em Lisboa, um vizinho esqueceu-se de um portátil no elevador e quando se lembrou, já tinha ganho pernas) e no último dia dos 14 para devolver mercadoria voltei a falar com o apoio telefónico da Apple. E aí as coisas começaram a correr melhor. Perceberam o problema, deram-me a autorização de retorno (sim, o acrónimo RMA é inglês e não português…), trataram da recolha com a DHL e depois de terem recebido de volta o AppleCare, devolveram-me o dinheiro.

Apesar do final feliz, algumas questões ficam-me na cabeça:

1. Por que raio entregam os transportadores da Apple a outras pessoas que não o destinatário ou alguém que viva na sua casa?

2. Por que raio uma extensão de garantia, que por sim mesmo é virtual, é enviada para casa, quando bastaria ser tratado 100% online, tendo em consideração a necessidade de efectuar o registo/activação online?

3. Por que apregoam tantas credenciais verdes (antes que mandem vir comigo, SJ falou disso na keynote, portanto…) quando enviam desnecessariamente um produto para casa, que implica inúteis operações contraditórias com esses princípios verdes: papel, cd, embalagam e envio?

Last.fm lança serviço gratuito de streaming de música

Janeiro 23, 2008

A Last.fm (comprada em 2007 pela CBS por 140 milhões de libras) lançou hoje uma nova versão do seu serviço gratuito de música. Ao contrário do passado, em que a opção por uma banda ou uma música nem sempre nos permitia ouvir a faixa que procurávamos, é agora possível ouvir exactamente a música pretendida e álbuns integralmente.

Limitações: só funciona em streaming através do browser; só podemos ouvir a mesma música três vezes durante o período de beta; e é necessário estar nos EUA, Reino Unido (esta é para mim) ou na Alemanha.

Neste momento estão disponíveis artistas dos catálogos das majors EMI, Sony BMG, Universal e Warner, bem assim como artistas e editoras independentes. O pagamento da música será feito directamente às editoras e aos artistas (independentes, claro) através do habitual modelo das receitas publicitárias. Enquanto a música está a ser ouvida, podemos comprar o CD/MP3 directamente da Amazon ou da 7Digital.com através de botões cuidadosamente colocados. (itálico não inocente)

Não resulta claro o que acontecerá depois de findo o período de beta, pois aparentemente a Last.fm disponibilizará um serviço de subscrição proximamente. Para mim, o conceito de subscrição implica o pagamento regular de quantias a alguém. O que me leva à conclusão de que quando isso ocorrer, lá se vai a música gratuita e resumindo o lançamento de hoje a uma operação de marketing.

Então porquê lançar agora este serviço?

Honrando umas devidas explicações, lembram-se do meu post sobre novidades para 2008? Há movimentações dos grandes tubarões do mercado musical para modificar o panorama da música online durante 2008. Envolvendo, entre outros, a nossa fruta favorita e um dos mais conhecidos sites da apelidada Web 2.0.

A Last.fm limitou-se a jogar na antecipação em relação ao(s) seu(s) rivai(s) e aproveitar alguma azia existente nas majors depois de mais um ano com as vendas de CDs em queda.

You’re being rude! (ou a necessidade de ouvir as múltiplas versões de uma história)

Janeiro 19, 2008

Alegadamente, foi o comentário de Steve Jobs quando foi abordado na MacWorld pela blogger Violet Blue (not safe for work!) que lhe pediu uma fotografia.

Nas palavras dela:

Since so many people are asking me what happened (“VB+SJ=Trouble?” “heard you had a fight”)… So, I saw that Steve Jobs was just hanging out on the Macworld expo floor, not in conversation, not talking to anyone, and poking at his phone in the middle of the public so I walked over. Thinking a girl — in this case, a fangirl, me — will never get anything if she doesn’t ask for it, I lightly touched his arm and said “hi”. He looked at me, and I blushingly asked if it would be okay for me to ask if I could take a picture with him. I didn’t say my name or anything else, I was just a girl. He told me curtly, flatly that I was rude. And turned his back to me. The small circle of people around him sniggered. That woman you see actually snort-laughed at me, and rolled her eyes.

E de viva voz:

(Pequenos detalhes: a Violet Blue é conhecida por ser uma sex blogger, o que quer que isso seja, mas não chega aos calcanhares da Catherine Townsend. E se repararem, entre o texto e o comentário vídeo há umas pequenas diferenças na versão. You’re being rude não é exactamente o mesmo de You are rude.)

Naturalmente que por essa web fora os habituais abutres rapidamente se lançaram sobre a carcaça desta estória bombástica: Steve Jobs debocha fã em plena MacWorld que apenas queria uma fotografia! Gostava de saber quantos deles se preocuparam em procurar saber a versão dele.

Na realidade o que o episódio nos conta é algo bem diferente. Demonstra à saciedade a validade de algo que se aprende no curso de Direito: não se deve emprenhar pelos ouvidos. Isto é, para se poder fazer uma avaliação isenta de uma situação é preciso conhecer os dois lados da história ou ver in loco o que se passou.

Por exemplo, a atitude das galinhas tontas dos RP da Apple aquando do lançamento do iPhone no Reino Unido e a entrevista pelo jornalista do Channel 4 a um responsável da empresa dispensa contraditório. As imagens falaram por si.

Esta situação da Violet Blue é bem diferente. Só conhecemos a(s) versões dela, e não querendo fazer de Steve Jobs um santo, longe disso, tive durante os meus anos como advogado demasiados clientes e oficiosos que para justificarem a sua posição (e o seu ego) me omitiram informações essenciais ou simplesmente me mentiram descaradamente.

Por exemplo, bastava a Violet Blue ter ido interromper uma conversa para isso justificar do interrompido (Steve Jobs ou Zé dos Anzóis) o comentário de You’re being rude. E estaria mesmo a sê-lo. Interromper uma conversa quando não se faz parte do grupo é, efectivamente, falta de respeito e educação.

Portanto, há que ter cuidado com estas verdades insofismáveis assentes numa única versão do acontecimento. Nos tribunais isso é a pedra de toque de qualquer sistema jurídico ocidental moderno e justo. Os media, continuam a ignorar esta lógica a seu bel-prazer.

Impressões sobre a keynote de Steve Jobs na MacWorld San Francisco 2008

Janeiro 15, 2008

Apple - MacBook Air.jpg

Sob o lema “There’s something in the air”, pode-se dizer que a keynote de Steve Jobs correspondeu às expectativas, embora sem ser avassaladora como a do ano passado. Com três novos produtos (Time capsule, AppleTV renovado e o MacBook Air) a demonstrarem usos inovadores para as capacidades das redes sem fios, o lema escolhido estava bem apropriado.

Ao contrário do ano passado, desta feita o prato forte da apresentação foi mesmo um Mac.

1. Time capsule

The Apple Store (U.S.) - Accessories.jpg

Uma das novidades apresentadas, logo no início, do evento foi este fusão entre Airport Extreme e disco rígido, cuja maior particularidade é permitir backups sem fios do Time Machine.

Quanto a preços, nada a criticar, 500GB por 299$ e 1TB por 499$, tendo em conta que inclui o disco e a mencionada Airport Extreme base station.

Está assim explicado o desaparecimento da opção para fazer backups wireless que existia nas versões beta do Leopard (e na página oficial das especificações) e que havia desaparecido aquando passagem para a versão final. Pelos vistos, continuará desaparecido.

2. Actualizações iPhone e iPod touch

Apple - iPod + iTunes.jpg

Neste ponto não houve nada de especial, divulgação das vendas totais de iPhones até ao momento (4 milhões), sem indicação de qual a distribuição geográfica das vendas. Teria sido interessante saber como estão a correr as vendas nos países europeus onde o iPhone foi lançado em Novembro. No que toca a software, as actualizações apresentados estão em linha com os rumores que tinham vindo a aparecer nas últimas semanas.

Para o iPhone, o update de Janeiro trás: mapas com localização, webclips no home screen, customização do home screen e SMS para múltiplas pessoas.

Para o iPod Touch: Mail, Maps, Stocks, Notes e Weather. Tudo pelo simpático preço de 20$. Ou seja, quem quiser as novas features terá de pagar por elas. Parece ser uma maneira da Apple conseguir extrair algum dinheiro extra a quem comprou o Touch e não o iPhone. A mesma lógica (cobrar pelas novas funcionalidades), curiosamente, não se aplica à actualização do AppleTV.

3. Videos: iTunes e AppleTV

Apple.jpg

Como em tempos me pronunciei, o mercado de video estava no ponto para uma mudança radical e a mesma chegou hoje.

Finalmente vai ser possível, para já apenas nos EUA, alugar filmes com qualidade DVD e HD através do iTunes e do AppleTV. Este último, no modelo mais acessível, teve direito a uma ligeira descida de preço (299$ – 229$) e a uma grande (e lógica!) actualização gratuita do seu software, tornando-se, desta feita, num acessório bem útil. Entre as inovações da actualização passa a estar a possibilidade de alugar e comprar filmes directamente através do AppleTV, sem necessidade de utilizar um computador (Mac ou PC).

Os preços apresentados para o aluguer de videos são acessíveis (entre 2.99$ e 4.99$) e todos os grandes estúdios estão por detrás do projecto. Passaremos, pois, a ter uma boa oferta de filmes para alugar através do iTunes. Bom, pelo menos quem vive nos EUA…

Quem alugar um filme no iTunes terá 30 dias para o visualizar, mas apenas 24 horas após iniciar a sua visualização, seja em que formato for (Mac, PC, TV ou iPod).

Parecem ter ficado de fora os alugueres de séries, seja por episódio, seja por temporada, o que é pena.

Está também explicado os motivos pelos quais Steve Jobs não quer ver desaparecer tão cedo os DRM na área do vídeo, mas apenas na da música.

Errada estava a minha previsão de que ocorreria uma fusão entre AppleTv e MacMini. Este último continua a sofrer a sua morte lenta.

4. There’s something in the air, ou melhor dizendo, o MacBook Air

The Apple Store (U.S.) - MacBook Air-1.jpg

O aguardado bebé aparece, por fim, com belíssimo design e excelentes especificações. Tão fino que cabe até num envelope [lá estou eu a papaguear gratuitamente o marketing da Apple].

Com um peso de 1.36Kg, espessura entre 4 e 19.4mm, monitor glossy de 13.3″ (led backlight), teclado preto (at long last!) de tamanho normal com retroiluminação, trackpad multitouch, disco de 80GB (1.8″, 4200RPM) ou opção de SSD 64GB, processador Core 2 Duo de 1.6 ou 1.8Ghz 45% mais pequeno que o até agora utilizado (Penryn?), 2GB de memória e 5 horas de autonomia não podíamos pedir muito mais.

Quanto a portas, sobrevivem à razia apenas as seguintes: (1) USB2.0, MicroDVI e som.

Ao nível de software, o Macbook Air inclui uma nova funcionalidade denominada Remote Disk, que permite ao portátil pedir emprestada uma drive de DVD de qualquer outro computador (Mac ou PC) presente na mesma rede sem fios. Pra os mais tradicionalistas, está também disponível uma Superdrive como acessório por 99$. A gráfica é, naturalmente, a anémica X3100 da intel.

O preço não é o mais apetitoso de todos: 1799$, bem encaixado entre os MacBook normais e os MacBook Pro. O modelo de MBA mais caro (1.8Ghz, disco SSD) custa uns arrepiantes 3098$. Ambos estarão à venda dentro de duas semanas.

Como sempre, a Apple esquecer-se-á que o dólar vale hoje euro e meio e metade de uma libra esterlina. 1199 libras e 1699 euros, custará o MBA respectivamente no Reino Unido e em França. Portanto, permitam-me o seguinte desabafo. Agora a sério: quando é que a Apple vai reparar nas taxas de câmbio e deixar de se financiar à conta da fraqueza do dólar e dos clientes europeus? A empresa parece querer reescrever a velha máxima económica de que a moeda fraca torna as exportações mais competitiva…

Após a apresentação do MBA, ficam por responder algumas perguntas pertinentes:

i)Que possibilidades de expansão terá ao nível da memória?
O antigo Powerbook 12″ só tinha um slot de memória além da que já vinha soldada na logicboard. Olhando para as imagens da keynote, para a folha de especificações e para a ausência de opção por 4GB, quase que aposto que não será possível expandir a memória deste portátil, embora do lado direito pareça existir um painel destacável. A confirmar-se a ausência de possibilidades de expansão, a longo prazo, é um problema.

ii)Como é reinstalado o software?
Fica também sem explicação a forma como é feita, a reinstalação do OS X na falta de drive de DVD física, pois o software continua a ser disponibilizado em formato DVD.

iii)E por fim: Por que raio não está incluído um Apple Remote com o MacBook Air?
Até agora todos os Macs do MacMini ao MacBook Pro eram vendidos com o dito Apple Remote. A única excepção era o MacPro, ao qual se junta agora o MBA.

Fora da keynote, parece ter havido também novidades ao nível dos CinemaDisplay, agora apenas disponíveis em versões de 20 (599$) e 23″ (899$), sendo este último qualificado como “HD”. Tendo o de 30″ aparentemente desaparecido da loja, ou pelo menos dos extras do MBA, onde dei pela falta do de 30″ e a menção “HD” no de 23″. Por outro lado, pode ser apenas que a porta microDVI do MBA não suporte o CinemaDisplay de 30″.

Resumindo, foi uma boa keynote, mas não a melhor de sempre.

Previsivelmente, Apple Store em baixo

Janeiro 15, 2008

Como seria de esperar em dia de keynote do big boss Steve, a Apple Store está em baixo.

The Apple Store.jpg

Trocado por miúdos, significa que teremos novos produtos disponíveis daqui por um par de horas.

Por falar em novidades, como disse anteriormente o ano de 2008 será fértil em novidades para a Apple. Na forma como compramos música, por exemplo.

Darth Vader e o suporte técnico da Microsoft

Janeiro 14, 2008

Não resisto a copiar mais este “filme” do YouTube.

Em termos sucintos, alguém decidiu ligar para o apoio técnico da Microsoft e falar (se é que podemos qualificar assim) usando samples da voz de Darth Vader.

You have failed me for the last time. Priceless.

Via Fake Steve.