A importância de fazer backups e o seu reduzido custo

Ontem estive o dia todo num seminário sobre análise qualitativa. A dada altura, a seminadora, a propósito de ética e segurança de dados decidiu falar da necessidade de fazer backups seguros do material, pois os discos rígidos avariam. O seu conceito de backup seguro era apenas uma pen drive e nunca (jamais!) uma drive em rede. Retorqui dizendo que a pen poderia, facilmente:

a) perder-se;
b) ser roubada;
c) ser engolida pelo cão, papagaio ou criança;
d) apanhar vírus quando anda de computador em computador (aviso repetidamente feito pelo departamento de informática da universidade, tendo em conta que mesmo com antivírus actualizados volta e meia há problemas nos PCs da uni);

(Nota: a advertência incluía a necessidade de proteger a confidencialidade dos dados, alguns deles provenientes de entrevistas, em acréscimo à ideia habitual de backup)

Portanto, tenho que não faço tenções de seguir os conselhos da seminadora. Assim, o meu setup de backup, visando garantir a integridade dos ficheiros essenciais ao meu doutoramento, é o seguinte:

Cópia integral do disco do MBP para um iPod photo de 30GB, através do SuperDuper. Deste modo posso arrancar qualquer Mac com o dito iPod e trabalhar como se estivesse nesse MBP.

– Cópia manual de uma pasta para um disco externo guardado no mesmo sítio que o MBP (antes que refilem, é onde estão as libraries de iTunes e iPhoto, pelo que tem de estar à mão).

– Cópia automatizada dos ficheiros essenciais (tese, bases de dados e afins) para dois serviços online:

i) Mozy (gratuito até 2Gb)
ii) Jungle disk (pago, mas acessível, pois utiliza o Amazon S3 e só estou a ocupar de momento 80Mb)

Estou especialmente bem impressionado com o Jungle Disk (já anteriormente avalizado pela Maria ao quadrado), apesar do nome…manhoso. O Jungle disk funciona como um frontend para aceder ao serviço Amazon S3. Fácil de configurar, com transmissão cifrada e fiável, está disponível para Windows, Linux e OS X. Neste último aparece como uma drive de rede à distância de um click (nos restantes, desconheço). Citando Steve Jobs: Click, boom! Amazing.

Mais backups e perder-me-ia num mar de redundância, sem saber o que estava actualizado ou não. Excepto ter um Mac de substituição aqui em Inglaterra.

Cada vez menos percebo as pessoas que põem em causa a integridade de dados essenciais à sua actividade para pouparem zero cêntimos (Mozy) ou uma ninharia como é o caso do Jungle Disk. Análise custo-benefício, anyone?

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5 comentários em “A importância de fazer backups e o seu reduzido custo”


  1. Ninguém te compreende melhor como nós (especialmente eu). É isso que a seminadora referiu e igual a colocar redes wireless (abertas) com pastas c:\ partilhadas.
    Tal como tu, neste momento estou a fazer gestão de backups em varias empresa, e embora use pens, essas estão destinadas essencialmente a backups. Discos externos de 500Gb neste momento estão baratos e são uma óptima solução.
    O Cobian Backup (não se há para mac) é uma solução fantástica para win, e recomendo vivamente.
    Abraços

  2. MJ Valente Says:

    (Maria ao quadrado! Uphhhh… Ó rapaz da bola de praia a rodar.)

    Descobri que o backup para o meu recentíssimo iPod Classic é muito mais rápido que para qualquer uma das minhas pens. Foi uma novidade porreira.🙂 Para lá disso gosto muito do ChronoSync (que uso para estes backups não bootable).

    Quanto aos backup em rede — sozinhos não me convencem. Foi triste ver o sistema do Laboratório de Biologia Marinha da Oregon State University ir ao ar e com ele todos os backups com menos de 1 ano. Salvaram-se os documentos que tinham ficado nos discos rígidos dos computadores.

    Para mim a regra diz: muito backups, diversos (hard drive, pen, online, em rede) e actualizados.

  3. Pedro Says:

    Desculpa mas não resisti ao Maria ao Quadrado eheheheh

    É mais rápido porque tem um disco rígido e não memória flash. Mais rápido a escrever, mais lento a ler.

    Sobre os backups, diversidade é a palavra de ordem.

  4. ajax Says:

    Ando a experimentar o CrashPlan para os backups por rede.
    Por enquanto uso-o gratuitamente fazendo o backup para um servidor Linux que é
    mantido por mim. Um pormenor interessante desta aplicação é estar disponível nas plataformas
    OS X, Windows e Linux (embora ainda em versão beta). Um geek utilizaria o “rsync” mas confesso que “coisas bonitas” são mais agradáveis à vista.

  5. SergioLopes Says:

    Por aqui tambem se dá grande importancia aos backups (automatizados de preferencia) …
    Por casa tenho tanto o portatil como o desktop a fazerem backup automatico integral para o Windows Home Server (funcionalidade excelente por sinal).
    Outros backups são feitos manualmente para o disco externo com mirroring…

    Já tive de recorrer aos backups por erro meu e deu bastante jeito…


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