Arquivo de Dezembro 2007

Apple: ano novo, muitas novidades

Dezembro 31, 2007

So I have been promised.

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Apple: grandes mudanças na área do video para a Macworld?

Dezembro 29, 2007

Algumas peças começam a encaixar umas nas outras quanto a uma hipotética mudança de política da Apple no mercado do video.Até agora, a lógica da Apple estava assente em duas vertentes distintas. A primeira, a possibilidade de visualizar video em iPods e o AppleTV como ponta-de-lança na sala de estar. A segunda, a venda de video através da iTunes Store.Ora, há uns meses a Apple alargou o leque de iPods com modo de vídeo ao apresentar o Touch e alargar as funcionalidades ao mais barato Nano, juntando-se ao iPhone e iPod Classic. Na altura ninguém pensou que esta verdadeira democratização do video na mão poderia ser a primeira de várias mudanças neste mercado por parte da Apple.Depois, aqui ao lado em Espanha, desde Novembro, deixou de ser possível às lojas encomendar qualquer modelo de Macmini ou AppleTV. Refira-se que ambos são os pesos mortos no actual lineup da empresa e que, quanto mais penso no assunto, mais lógico me soa que sejam fundidos num só produto (se quiserem arriscar, juntem à mistura aquele rumor antigo de televisões LCD da Apple).E por fim, o rumor de que Apple e Fox teriam assinado um acordo permitindo o aluguer de filmes por 2.99 dólares.Recorde-se que, até agora, apenas era possível comprar (poucos) filmes na iTunes Store e (essencialmente) nos Estados Unidos. Este facto confere utilidade limitada à função de video dos diversos iPod e não permitiu o descolar das vendas online (por muito que os papagaios de relações públicas digam o contrário). Portanto, não admira que do lado do video a Apple não tenha nunca obtido o sucesso que conseguiu com a vertente musical. Verdade que também não ajudou o seu autismo quanto a formatos video livres de DRM, como o DivX.Assim, parece-me que teremos novidades nesta matéria na Macworld ou no futuro próximo.Esta mudança estará possivelmente assente numa fusão entre Macmini e Apple TV (obviamente com um preço de venda semelhante ao primeiro), no aluguer de filmes a preços acessíveis e – espero eu – numa atitude da Apple quanto a outros formatos de video semelhante à que teve com o mp3. 

Ainda sobre o fim do ThinkSecret, jornalismo e afins

Dezembro 29, 2007

Nos últimos dias tenho-me preocupado com as implicações do acordo entre Apple e Nick Ciarelli que levaram ao fim do blog de rumores ThinkSecret.Dando de barato a necessidade da empresa em proteger os seus segredos comerciais a forma como, por vezes, o faz deixa-me pensativo. Ora, a Apple não teve pejo em processar judicialmente um adolescente que, sozinho e desde casa, conseguiu fazer com bastante sucesso o que nenhum jornalista encartado foi capaz: ir tornando públicos os planos da Apple.Claro que bastaria à Apple largar o secretismo que a caracteriza e, tal como a Intel, que em tempos não muito longínquos sofria do mesmo mal, passar a aceitar discutir publicamente os seus projectos. Mas se nem nos updates de segurança se dão ao trabalho de explicar convenientemente as alterações , quanto mais no que toca ao filet mignon… Por outro lado, pena é que não haja mais jornalistas com a coragem (loucura?) do Nick e os recursos para irem escavar histórias em Cupertino. Não, a maioria limita-se a repetir à exaustão os soundbytes que lhes são enfiados garganta abaixo, qual ganso a ser alimentado à força para dar um belo patê. Um bom exemplo vê-se, num cenário diferente, no recente (e fraquinho) filme Lions for Lambs, em que a jornalista Meryl Streep acaba por publicar uma notícia conforme lhe foi sugerido pelo congressista Tom Cruise.Não sou um admirador confesso do jornalismo actual, pois acho-o demasiado contaminado, dócil ou de outra forma influenciado, pelos interesses que gravitam à sua volta, de quem necessita que uma determinada versão da história seja a oficial ou, no mínimo, a pública. Desde já peço desculpas aos meus amigos jornalistas, mas eles conhecem de ginjeira a minha opinião. Daí que não me espante a relativa ausência de novidades sumarentas quanto à Apple vindas do jornalismo tradicional, excepto (assim que me lembre de memória) a transição para Intel e o fresquinho rumor do acordo entre Apple e Fox para o aluguer de filmes. Tudo o resto vem de ilustres desconhecidos, que, em princípio, não teriam acesso directo à Apple. Estranho? Mal vai o caso quando, em relação à Apple, os jornais e revistas se limitam a uma de duas coisas: (1) repetir press releases da própria; (2) servir de correia de transmissão para o trabalho de investigação de alguém (já nem falo em se darem ao trabalho de identificar a fonte, deve ser difícil e dava um bom sketch dos GF). E mesmo os blogguers não se salvam, como se viu no Macalope, bem mais suave desde que se mudou para a c|net. Ou o FakeSteve, que perdeu metade do veneno após ver divulgada a sua identidade.Resumindo, a lição que retiro da transacção ThinkSecret-Apple (bem assim como os sucessivos comentários mordazes do FakeSteve quanto ao tema) é que mais vale prevenir que remediar. Tendo em conta que algumas das minhas fontes estão, como dizem os ingleses, within striking distance do longo braço do departamento jurídico da Apple, terei especial cuidado em evitar tornar público qualquer detalhes que lhes possa trazer problemas a eles e, obviamente, a mim.  Terminando, não censuro o autor do ThinkSecret pela opção tomada. Safou-se de um processo eventualmente longo e sujo, obteve um bom acordo (urge frisar a máxima jurídica, mais vale um mau acordo que uma boa demanda) e, tendo em conta o seu futuro como jornalista, não se queimou para o resto da vida. (Boas análises sobre o fim do ThinkSecret no Apple 2.0 e também no Cult of Mac

Pacman à solta!

Dezembro 24, 2007

Acho que não acabo o meu doutoramento sem fazer

uma destas na biblioteca da universidade.

Pontos extra para o efeito sonoro “wacka wacka wacka”.

Farewell Think Secret

Dezembro 21, 2007

O site Think Secret, dedicado a rumores sobre a Apple, fechou as portas. Acossado por um processo legal movido pelo departamento jurídico da empresa (os advogados são uns tipos porreiros em ambos os lados do Atlântico…), o autor Nick Ciarelli optou pela via mais segura para a si a longo prazo, chegando a acordo com a Apple.

Nas palavras de Ciarelli:

Nick Ciarelli, Think Secret’s publisher, said “I’m pleased to have reached this amicable settlement, and will now be able to move forward with my college studies and broader journalistic pursuits.”

Fica sem resposta a pergunta sobre quem escreveu o Press Release publicado no TS. Está em linguagem assim a modos como que enformada por especialistas em relações públicas.

No âmbito da transacção, as fontes que permitiram ao Think Secret ir levantando lebres manter-se-ão anónimas e o referido site deixará de ser actualizado.

Não sei se a falta será muita, pois desde que a Apple soltou os seus mastins legais, o Think Secret deixou de publicar novidades sumarentas. Ainda assim, fica registado o óbito.

MacMini e AppleTV: novidades para breve?

Dezembro 20, 2007

Muito recentemente aproveitei a minha estadia numa cidade espanhola (é fácil adivinharem a dita) para conversar com um passarinho bem informado sobre a Apple.

Das novidades que me transmitiu, a mais interessante prende-se com MacMini e AppleTV. Embora seja possível adquirir ambos (em qualquer dos modelos existentes) via online, as lojas espanholas que os têm encomendados estão há um mês sem stock e sem qualquer perspectiva de receberem em breve.

Pessoalmente, não me parece que seja coincidência os dois patinhos feios da Apple tenham a disponibilidade limitada nesta altura do campeonato, com a MacWorld a menos de um mês de distância. Ainda para mais quando as duas versões de cada um dos produtos visados estão em falta e não estarmos propriamente a falar de modelos muito populares.

Como sempre, deixo à vossa interpretação este farrapo de informação.

Ipod no palito

Dezembro 14, 2007

Tiro o meu proverbial chapéu aos brasileiros pela ideia desta promoção e pela forma como a conseguiram levar a cabo:

kibonipod.jpg

A Kibon – equivalente brasuca à nossa Olá – decidiu fazer uma promoção conjunta com a Apple, oferecendo aos compradores dos gelados de fruta Fruttare 10.000 iPod Shuffle. Com a particularidade do iPod estar *dentro* do gelado e não à distância de uma SMS que custa 60 cêntimos (ou o equivalente em reais).

Claro que como a humidade e as baixas temperaturas iam dar cabo o do iPod, vai daí que a Kibon substituiu o gelado por um produto com consistência idêntica à do gelado verdadeiro, alegadamente impossível de identificar. Não me espantava que alguns potenciais clientes mais inventivos não arranjem entretanto maneira de descobrir quais são os gelados premiados.

Não sei o que terá sido mais difícil: inventar a maneira de meter os Shuffle no gelado ou convencer a Apple a alinhar na ideia. Certo é que a Apple alinhou.

Depois de encontrado o Shuffle, o felizardo só tem de ligar para um número para receber em sua casa a dock, os manuais e o gelado verdadeiro.

Via ArsTechnica.