Sobre os próximos iPods: mais do mesmo ou iPhones sem chamadas?

John Gruber publicou anteontem um post explorando os dois caminhos que a Apple tem para os novos iPods que venham a substituir a actual 5ª geração, há já a algum tempo a pedir reforma. Por um lado pode limitar-se a actualizar os modelos actuais, mantendo o mesmo software que tão bem a tem servido nos últimos 6 anos. Por outro lado, pode migrar a linha iPod para um software assente em OS X como optou por fazer com o recente iPhone.

Gruber inclina-se para a segunda opção, pois para a gama iPod se manter actualizada à luz do novo paradigma de interface/usabilidade criado pelo aparecimento do iPhone, é necessário abandonar o paradigma anterior de software. Se há qualidade merecedora de enaltecimento na Apple é precisamente a capacidade de mudar de paradigma quando está no topo, facto visto, por exemplo, aquando da morte do iPod mini e a sua substituição pelo nano.

Portanto, para Gruber a questão essencial nem é tanto o software utilizado – dá de barato que será semelhante ao do iPhone – mas sim de saber se os novos iPods terão apenas a vertente de leitura de música ou se terão tudo que tem o iPhone menos a vertente telefónica.

Pessoalmente, penso que faz sentido acreditar numa transição a breve trecho dos iPods para leitores assentes numa qualquer versão do OS X. Já há algum tempo que é clara a opção da Apple por atingir novos mercados, utilizando uma versão do seu sistema operativo como cavalo de tróia. Basta olhar para AppleTV e o dito iPhone.

Acredito que numa primeira fase Jobs opte por segregar bem as marcas, limitando o iPod à música e vídeo, deixando as restantes capacidades para o iPhone. Não obstante, refere Gruber, até poderá ser do interesse da Apple lançar um iPod que faça tudo menos chamadas, ainda que canibalizando as vendas do iPhone. Questões contratuais com a AT&T à parte, o iPhone trás algo à Apple que o iPod nunca poderá: clientes amarrados por dois anos a um contrato e a pagar uma mensalidade de que a empresa de Cupertino também (alegadamente) beneficia. Já o iPod oferece uma boa receita à cabeça e depois, nada.

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4 comentários em “Sobre os próximos iPods: mais do mesmo ou iPhones sem chamadas?”

  1. ajax Says:

    Não digas a ninguém mas na verdade é algo mais do que um iPod. Mental note: o vazio entre o iPhone e o Macbook talvez possa vir a ser prenchido.😉


  2. Acho que o principal problema desa teoria será mesmo a capacidade.

    A interface do Iphone é rápida e “responsiva” porque todo o sistema operativo está carregado numa drive de memória e não num disco rígido lento e com preocupações de poupança de energia.

    A meu ver sairá algo advanced, talvez um newton como o ajax interpretou, com uma flash drive de 8 Gb e sem GSM ou outro acesso a rede que não o wi-fi, e uma actualização dos IPODS 5 g com disoc srígidos maiores, já que este é a mais valia deste ipod… a grande capacidade do seu disco.

    JPCarvalhinho

  3. ajax Says:

    Um “iPod” com disco rígido pode também ter uma flash de grande capacidade.😀 O custo? Cerca de $30 por cada 4GB. O iPod actual não tem apenas um disco rígido. Qualquer gadget deste tipo tem uma memória flash. Pode ser pequena mas é “incontornável”.

  4. abc Says:

    Eu acho que a Apple anda a preparar o terreno para expandir a linha de produtos tanto no mercado de computadores como de dispositivos multimédia.

    Acho que o iPhone é um dos primeiros resultados disso, o AppleTV também e acho que ainda o melhor ainda está para vir.


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