iPhone: estamos quase lá

Faltam 4 dias para o aguardado lançamento do iPhone. Como seria de esperar, os últimos dias antes do colocação à venda do novo brinquedo da Apple têm sido caracterizados por uma loucura histérica.

Até há quem se preocupe com a chegada dos primeiros carregamentos de iPhones aos EUA. Espero que não estejam a pensar em assaltar um camião com essa carga. Ou quem se preocupe com o casamento que os amigos tiveram a infeliz ideia de agendar para a mesma data.

No meio de tanto hype e ruído não sei o que pensar. Será um sucesso? Como mediremos o sucesso do iPhone? Será em números globais, ou em quota de mercado? Já agora, de que mercado?

A sério, estou um pouco perdido no meio deste turbilhão louco que invadiu a web. Como em alturas anteriores (WWDC’s, keynotes, lançamentos, etc), acho tudo isto um exagero.

É verdade, trata-se de um produto muito importante. Inovador (não uso a palavra revolucionário pois senão cortam-me às postas). Capaz de mover montanhas (ou não). Pessoalmente, quanto mais vejo este frenesim maior é a minha vontade de me manter à parte. Se repararem, o iPhone não faz parte do cardápio habitual aqui do burgo.

Mas ainda assim, ficaria mal a um blog dedicado à Apple não ter algo para dizer sobre o iPhone. Tenho para mim que o iPhone vai vender bem, excepto se tiver algum defeito típico de produto de primeira geração suficientemente grave para o meter nas capas dos jornais. É que o impacto de um problema destes num produto sujeito à pressão mediática do iPhone teria um efeito demolidor na confiança que a Apple inspira.

Admitamos que as vendas correm bem nos EUA e que o iPhone é lançado na generalidade da Europa. Que esperar? Sendo estupidamente redutor, penso que não muito, pois a maioria das pessoas com poder de compra suficiente para pagar 500 euros por um telemóvel estarão já agarrados a um contrato existente de fidelização.

Grosso modo creio que o iPhone vai vender bem e crescendo em volume à medida que forem aparecendo novas versões mais baratas e forem expirando esses tais contratos.

Sinceramente não espero numa reedição do sucesso do iPod pois o mercado de telemóveis está bem mais maduro e a concorrência é bem mais feroz. Creative Labs e Microsoft não são propriamente Nokia, Sony Ericsson ou Motorola. Sendo certo que a cada geração de telemóveis me enjoa mais a quantidade de gordura que nos obrigam a comprar quando na realidade só quero um telefone para fazer chamadas e mandar mensagens.

E é aqui que entra a grande vantagem do iPhone desde o ponto de vista do consumidor: ser suficientemente inovador e diferente para motivar uma boa pedrada no charco que se criou no mercado de telemóveis. A concorrência apenas nos favorecerá a nós.

Não tenho dúvidas que a falta de concorrência no campo dos leitores de música portátil permitiu à Apple deixar-se descansar à sombra da bananeira aí. Mas também sejamos justos, se o objectivo é apenas ouvir música, o que os iPod fazem lindamente, não vale a pena inventar de novo a roda.

Quanto a mim duvido que tenha fundos para adquirir um produto de luxo destes. E afinal de contas o meu iPod mini continua a funcionar como sempre: bem, muito bem. Já os telemóveis, nem por isso.

EDIT: Sobre os efeitos do iPhone nas indústrias de media e telecomunicações ver este excelente artigo do New York Times. Via Infinite Loop.

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2 comentários em “iPhone: estamos quase lá”

  1. Bruno Mello Says:

    “Sendo certo que a cada geração de telemóveis me enjoa mais a quantidade de gordura que nos obrigam a comprar quando na realidade só quero um telefone para fazer chamadas e mandar mensagens.”

    Não percebi. E o iPhone também não tem uns kilitos de gordura a mais?

    Eu também já percebi que só quero um telemóvel para fazer chamadas e mandar mensagens. Logo quanto mais pequeno melhor.

    Daí que não vá comprar o iPhone… ou se o fizer, irá ser só pelo hype e para para encher os olhos aos amigos (e também porque posso, claro!).

  2. detig Says:

    Tem efectivamente uns quilitos a mais no que toca a features. Por exemplo, penso que o WiFi para ir a net é perfeitamente desnecessário (para mim).

    Já o iPod integrado nem por isso, pois para quem anda com telefone e iPod atrás é uma chatice andar constantemente a meter e a tirar auriculares e com as mãos nos bolsos a desligar um enquanto se atende o outro.

    Quanto ao tamanho em si (nunca vi nenhum ao vivo), não me faz confusão andar com um tijolo no bolso do tamanho de um iPod normal, pois é preferível isso a andar com um telemóvel e ainda um iPod ou iPod mini. Além do mais prefiro um ecrã generoso onde possa ler bem a informação, algo que se torna cada vez mais complicado nos telemóveis actuais.


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