Arquivo de Maio 2007

Finalmente o último capítulo da história do Powerbook enviado para as garras da Interlog

Maio 27, 2007

Este fim-de-semana fui a Lisboa e lá passei na FNAC para levantar o MBP de substituição do meu (agora defunto) Powerbook e conhecer o conteúdo para escrever as últimas linhas sobre a epopeia da minha história com a Interlog.

A Interlog nunca se deu ao trabalho de responder aos emails do funcionário da FNAC que tratou do assunto e, caso contínuo, também não achou necessário responder à minha carta de reclamação que lhe foi reenviada por esse mesmo funcionário da FNAC. Para quê responder a um cliente que compra um portátil de quase 2.000 euros?

Mas a Interlog não se manteve totalmente silenciosa, honra lhe seja feita. Respondeu ao gestor de produto Apple da FNAC que teve de ser chamado ao barulho quando o tempo se arrastou e a Interlog não dizia nada. Foi preciso a minha reclamação ser entregue a esse responsável da FNAC para a Interlog quebrar o silêncio.

E ao gestor de produto da Apple enviou um email contendo os seguintes pontos:

i) Que repararam o que consideraram estar efectivamente avariado [sem especificar], independentemente do que estava no relatório do centro técnico espanhol que juntei;

ii) Que as manchas no LCD eram inerentes à tecnologica [ou seja, o que era caro eles não mexeram];

iii) Que eu não dei a password de acesso ao sistema e que por isso tiveram de fazer os testes com um disco externo [e não deveria ser assim sempre? Se os problemas eram puramente de hardware, por que motivo tinham de aceder ao sistema operativo instalado? Não terei direito à minha privacidade?];

iv) Que aquando do segundo envio para reparação o problema detectado era da memória e que o CD na drive era um CD de “má qualidade” [memória essa que tinha estado 6 (seis!) meses a funcionar perfeitamente e drive de CDs que nunca tinha falhado uma gravação, mesmo com CDs rascas e barulhos pouco saudáveis].

Ou seja, chutaram para canto. Para eles o computador estava perfeito.

Mas para a FNAC não. A FNAC não terá ficado satisfeita com as explicações dadas e decidiu, por si, substituir-me o portátil por um Macbook Pro e discutir directamente com a Apple IMC a questão do Powerbook. Ou seja, foi a FNAC e não a Interlog quem procedeu à troca e assumiu o custo. O meu obrigado à FNAC, pois não tinha nenhuma obrigação de o fazer. Há que louvar e enaltecer esta postura.

É a diferença entre uma loja/marca que dá a cara pelos produtos que comercializa e outra que enfia a cabeça na areia quando aparecem problemas.

Afinal de contas a marca Apple não é da Interlog, e se ficar queimada no mercado, esta empresa está-se perfeitamente nas tintas. Ao melhor estilo português.

E a que não respondeu a Interlog?

i) Ao meu pedido para ser contactado directamente por escrito. Ou seja, recusaram responder à minha reclamação, excepto para se defenderem perante a FNAC. O cliente final é irrelevante, pelos vistos.

ii) Ao meu pedido de explicações sobre os motivos que justificam que um computador de 2.000 euros para uso profissional ficar para arranjar mais de dois meses, quando aqui em Espanha idêntica reparação não demoraria mais do que 2-3 dias (vá lá, uma semana).

iii) Ao meu pedido de explicações para a ausência de um relatório detalhando as peças substituídas no computador.

iv) Embora não tenha incluído esta questão na minha carta, continuo à espera que me justifiquem o pedido das passwords dos clientes para efectuarem testes nos computadores.

Confesso que o teor do mail me deu a volta ao estômago, principalmente quando comparado com a atitude da FNAC neste imbróglio. Não fiquei minimamente espantado com a sucessão de posturas discutíveis da Interlog, pois já a esperava desde o início. Fiquei, sim, agradavelmente agradado com a a atitude da FNAC.

Fica claro qual é a empresa que se preocupa com os seus clientes e qual a que se está nas tintas para os mesmos. Querem é vender. Distribuir. Volume. Quando há problemas, chuta-se para o lado, ao melhor estilo nacional. A marca que se lixe e o cliente final que se dane. Desculpas por 5 meses para resolver um problema de um cliente? Para quê?

O resultado é que não esquecerei tão cedo a atitude da Interlog e quando tiver novamente que comprar material informático terei em consideração a qualidade do serviço técnico prestado pela Interlog em Portugal e pela Apple/Centros Técnicos em Espanha.

Espero que os rumores (não confirmados) que ouvi sobre mudanças em 2008 se concretizem.

E é este o fim desta história. Se é efectivamente o final ou se haverá epílogo internacional, logo verei.

Edit: Para facilitar a vida, deixo os links para os capítulos anteriores aquiaquiaqui e, finalmente, aqui.

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A diferença entre a Apple e um chefe de cozinha

Maio 27, 2007

Na edição europeia da Newsweek desta semana vinha um artigo sobre o chefe de cozinha Wolfgang Puck, dono de um império alimentar com diversos restaurantes clássicos, restaurantes fast food e inclusivamente comida congelada.

Por que falo aqui no blog sobre este cozinheiro? Pela reacção distinta que teve quando foi abordado por uma associação ambientalista que lhe pediu que apenas utilizasse comida (carne e peixe) criada em condições humanitárias, quando comparado com a Apple pré-comunicado Green my Apple.

Puck aceitou discutir o tema e com a ajuda dessa associação decidiu mudar progressivamente os seus menus de forma a acabar com a presença de animais criados em condições desumanas. Não foi obrigado, não se limitou a antecipar obrigações legais e não se comparou à concorrência: fez, faz e está a fazer. Tornou-se líder impondo esta política top to bottom, desde o prato mais caro ao produto congelado mais humilde. E tudo sem subir preços.

Certo, é uma política inteligente, lógica e possivelmente interesseira. É verdade, não o nego.

Mas ao contrário da Apple, não assobiou para o lado, não fingiu que não se passava nada ou defendeu o seu modus operandi actual até ao limite do razoável. Entre aproveitar a oportunidade e agir, ou tapar o sol com a peneira e reagir, Puck optou pela primeira opção. A Apple pela 2ª.

Mais alguns comentários sobre os painéis dos MBP

Maio 24, 2007

Quanto mais tempo passa, mais chateado fico com a Apple sobre a história dos ecrãs nos Macbook e Macbook Pro.

Citando alguém: “for shame Apple, for fucking shame”.

Hoje encontrei o seguinte comentário no Graceful Flavor:

Before I indulge too much in armchair consumerist lawyering, there is a chance that this might not be Apple fault. It could be some trickery on behalf of the LCD manufacturers (most notably, Samsung and LG). It could be that Apple bought 6-bit panels while expecting 8-bit and never verified it. That’s possible, although unlikely. To me, this is the only case that would exonerate Apple to some extent, and even still, not fully.

Er…sendo certo que o autor está tão chateado como eu, ainda assim fico embasbacado com este comentário. Mas montam-se portáteis sem se saber as especificações? Como quem monta um Meccano só para se divertir? Alguém acredita que uma empresa profissional fosse tão ignorante ao ponto de encomendar uma peça importante para um produto essencial sem confirmar as especificações? Quality Assurance anyone? Que me digam que a malta no departamento de Marketing que se limita a escrever aquelas prosas inspiradas não sabe a diferença entre 6-bits ou 8-bits de cor e fale em “milhões de cores” sem saber o que diz, ainda vá que não vá…

Mas a coisa piora:

The truth about this issue might not lie at one of the poles, as either the lawsuit initiators or Apple would have you believe. Instead, it’s likely somewhere in the middle, probably closer to Apple’s side than it originally appeared. Is Apple at fault? Technically, no. Could an argument be made that Apple’s spec marketing implies native support for millions of colors and thus the panels must be 8-bit? Perhaps.

Onde estão “milhões” eu leio “milhões”, simples. Se na realidade o ecrã não mostra “milhões”, então há algo na operação aritmética que está a falhar.

Regardless, there’s more to this than meets the eye (pardon the pun), and once people start testing their own MB or MPB display, I suspect there will be far more 6-bit LCDs out there than was originally thought. For the vast majority, mind you, these LCDs were just fine until this news broke, at which point they became junk and in need of replacement. Dithering suddenly was a Major Life Crisis.

As baterias dos recalls de 2005 e 2006 também funcionavam todas bem. Mas como algumas rebentaram, foram todas recolhidas. Não conheço nenhuma história de alguém afectado efectivamente pelo problema das ditas baterias.

Enfim, mantenho a minha opinião: Fix it!

Não obstante, não acredito que a Apple dê o braço a torcer. É uma argolada demasiado grande e com implicações massivas na imagem da marca. Comparando com os comunicados sobre a música, o ambiente e o recall de 2006, a Apple deu sempre a volta ao texto. Nos dois primeiros tentou demonstrar que liderava a indústria quando – na minha opinião – estava até ao momento do outro lado da barricada. Na recolha de baterias, ficou claramente público que a culpa era do fabricante das baterias: a Sony.

Portanto, ou a Apple consegue meter as culpas nas costas dos seus fornecedores de painéis (e não é só um…) ou então vai assobiar para o ar e nunca comentará em público o assunto.

Como ultrapassará o problema: metendo painéis OLED do melhor que há nos próximos portáteis, ainda que as margens sofram.

Para os milhões de afectados…tough luck!

Fim da minha história de horror com a Interlog?

Maio 24, 2007

Como já varias vezes aqui relatei, não sou grande fã dos serviços técnicos da Interlog e com motivos bastantes.

Primeiro foram dois ou três meses para trocar um teclado wireless, em seguida a brincadeira da recolha mundial de baterias com regras diferentes às dos restantes países, e, por fim, a triste saga do meu Powerbook (aqui, aqui e aqui).

Parece que a saga está finalmente a chegar ao fim. Após uma espera de quatro meses e meio (!) a Interlog fez aquilo que deveria ter feito de início e que em Dezembro serviços técnicos autorizados da Apple me disseram que aconteceria se o computador pudesse ser reparado em Espanha: substituí-lo. Por isso também entreguei o Powerbook para reparar com o respectivo relatório com as peças avariadas.

Mas para se fazer em Portugal o que em Espanha levaria um par de dias foi preciso esperar quase cinco meses, enviar mails e cartas extremamente duros (em papel timbrado do escritório, claro) e aguardar que os seres iluminados de Alfragide fizessem o que era suposto.

Admite-se deixar uma pessoa sem uma ferramente de trabalho durante quatro meses e meio por pura incúria? Para ao final de dois meses estar “reparado” em estado pior que o original e sem entregar um mísero relatório (até a minha mixuruca máquina da Canon teve direito a essa honra)? Para depois de ser devolvido à FNAC e exigidas instruções por escrito à Interlog esta não dizer nada durante dois meses?

É esta a imagem que a Apple quer ter em Portugal?

Naturalmente tive que comprar um novo Macbook Pro (felizmente tinha condições para isso) e o meu pai “herda” agora um computador totalmente novo. Pode ser que largue o Windows.

Conclusão, mantenho a minha opinião profundamente negativa dos serviços técnicos da Interlog. Comparados com idênticos serviços em Espanha são lentos, amadores e incompetentes. Ainda hoje não responderam por escrito à minha carta como lhes pedi e é de educação. Seguramente nunca terei também um pedido de desculpas.

Conversor de ficheiros Open Office XML para Mac

Maio 22, 2007

A MacBU da Microsoft disponibilizou finalmente para Mac um conversor de ficheiros Open Office XML, o novo formato adoptado pelo Word 2007. Já era tempo.

Ainda em beta, o download pode ser feito aqui.

PS: Coincidentemente, ontem recebi o meu primeiro documento em formato .docx. Como os informáticos do escritório são uns tipos diligentes, instalaram-nos o Office 2003 recentemente mas updates nem vê-los. Ah, e claro, não tinham instalado a actualização para os ficheiros .docx.

Novidades sobre o iPhone na Europa

Maio 22, 2007

Enquanto nos EUA a contagem decrescente para o lançamento do iPhone segue a bom ritmo, na Europa ainda não há fumo branco no que toca às especificações finais (3G?) e à(s) operadora(s) escolhida(s).

Quanto às especificações a determinação da adopção da norma 3G poderá ter alguma influência na operadora ou operadoras que venderão o iPhone.

Neste momento os rumores (sempre eles…) apontam para que a 3 ou a T-Mobile levem o prémio para casa. A Vodafone parece ter ficado para trás nesta corrida, alegadamente por o seu modelo de negócio – em particular o portal Vodafone Live – não casar bem com as ideias da Apple nesta matéria.

Afinal de contas, o acesso à net wireless no iPhone e a ligação ao iTunes estão lá para alguma coisa.

Afinal não são só os Macbook/Macbook Pro que têm problemas nos LCD

Maio 22, 2007

Nem de propósito, esta manhã dei de caras com esta análise do Anandtech.

Testaram 4 ou 5 portáteis (nenhum Mac, infelizmente) e chegaram à conclusão que todos têm monitores francamente inferiores aos ecrãs LCD para desktop. Todos.

Brilho reduzido, ângulos de visão curtos e reprodução de cores quase tão fiel como os primeiros filmes em Technicolor (sim, esses mesmo que pareciam cartoons).

Pena que não tenham ido cuscar os dados dos paineis utilizados para verificar se a reprodução de cor é efectuada em 6 ou 8 bits.