Class action contra a Apple devido aos displays dos MBP e MB

Foi iniciada nos EUA uma "class action" contra a Apple devido à alegada má qualidade dos ecrãs utilizados pela empresa nas suas duas linhs de portáteis.

Alegadamente, a profundidade de cor é de apenas 6 bits e os alegados milhões de cores de fidelidade de reprodução são conseguidos atravs da técnica de "dithering" dos pixeis (não me peçam para explicar). Aparentemente esta técnica está por detrás de problemas bem reportados como a sensação de que a imagem no ecrã é "grainy" ou "sparkly".

Assim que comprei o meu MBP coloquei um post aqui elogiando a qualidade do display. Achava-o mais brilhante e mais nítido que o do Powerbook anterior. 4 meses depois a minha opinião é diversa. Para tal contribuiu ter visto outra vez o ecrã do Powerbook e ter passado a utilizar no escritório um monitor TFT Samsung.

Por um lado, a qualidade de imagem deste último é bem superior (muito, mas muito mais definida) e cansa-me bem menos a vista apesar da miserável iluminação que tenho no meu local de trabalho.

Por outro lado, reconheço o que alguns users se queixam por "sparkling". Há momentos em que o ecrã do MBP me parece demasiado agressivo à vista, não sei explicar melhor.

Depois, há também a questão da uniformidade da cor. As manchas brancas no fundo do ecrã são para mim inaceitáveis (embora comuns) e estavam praticamente ausentes do meu Powerbook.

E por fim uma questão que não é pública: a limitação do refresh rate dos monitores em OS X. Alguém consegue alterar a refresh rate de qualquer Mac? Não. Todos os displays, bons ou maus, velhos ou recentes, de portáteis ou computadores de secretária funcionam a um refresh rate de 60Hz. O do meu Samsung vai até aos 75Hz tranquilamente. E das duas uma, ou a Apple nunca se lembrou que há pessoas com olhos sensíveis que precisam de taxas de refresh elevadas ou não quer dar a mão à palmatória de que apenas compra ecrãs que funcionam a 60Hz.

A melhor maneira de resolver esta dúvida é os corajosos que têm o Windows instalado via Bootcamp tentarem alterar a refresh rate de um MBP ou MB (e eventualmente dos iMacs).

De qualquer forma, tenho dúvidas que comprar um monitor externo resolvesse os meus problemas (limitação de refresh rate e eventualmente o "sparkling").

Bottom line: Canso-me muito mais a trabalhar no MBP que no Powerbook; penso que a class action terá algum fundo de verdade; a Apple vai passar a perna ao assunto com os ecrãs OLED dizendo que são a melhor coisa do mundo, n vezes melhor que os displays anteriores.

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One Comment em “Class action contra a Apple devido aos displays dos MBP e MB”

  1. sgraar Says:

    O OS X permite mudar o refresh rate em monitores externos.
    A limitação dos 60 Hz em TFTs não cansa os olhos como em CRTs já que, não havendo varrimento magnético para gerar a imagem (como havia em tubos de raios catódicos) e sendo o “response time” superior a 1/60 (0,17 ms) não deverá existir o “faiscar” típico dos CRTs.
    De resto, o dithering é realmente incómodo e só mudando o hardware se resolve.


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