Arquivo de Maio 2007

iTunes 7.2: Música sem DRM mas ainda com alguns problemas

Maio 31, 2007

A Apple lançou ontem também (finalmente) o update para o iTunes que permite a compra de música do catálogo da EMI sem DRM. Além de alguns problemas técnicos registados durante o dia de ontem na iTunes store, ficam algumas questões por responder sobre o novo iTunes Plus (nome dado ao catálogo de música sem DRM).

1. Por que motivo os ficheiros vendidos incluem os dados do comprador? Além de serem bastante extensos, os dados pessoais do comprador acompanham a música se ela for colocada em redes de partilha de ficheiro. Até aì tudo bem. A questão é que se à Apple ou à EMI lhes ocorrer processar alguém com base nessa informação, pode sair-lhes o tiro pela culatra pois os compradores não são informados desse facto e – pior – essa informação pode ser alterada. Spoofed em bom inglês.

A ajudar à festa, começam a aparecer indícios que a metadata utilizada para inserir estes elementos cria problemas na utilização dos ficheiros em outros leitores de música que suportam AAC sem ser o iPod. Bem, também podem sempre utilizar o Fission e fazer “desaparecer” tal informação…

2. Como foi em tempos anunciado, o consumidor pode fazer upgrade das músicas compradas com DRM para a versão sem DRM. No entanto, a Apple limita o upgrade a um esquema de tudo ou nada: ou fazemos o upgrade a todas as nossas músicas (do catálogo da EMI, claro), ou então não há upgrade para ninguém.

3. A Apple decidiu mudar o ponto viii do EULA (sempre eles…) para proibir a utilização da música comprada como ringtones para telemóveis. Yeah right.

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Apple TV com disco de 160GB e videos do YouTube

Maio 31, 2007

A Apple anunciou ontem num press-release a disponibilização de uma versão do Apple TV com disco de 160GB por 399 dólares, contra os 40GB do modelo de 299 dólares.

Nesse mesmo comunicado foi também divulgado que em Junho será fornecido um update para o Apple TV que permitirá a visualização de vídeos do YouTube naquele aparelho.

Mac Plus vs AMD Dual core

Maio 30, 2007

Encontrei hoje este comparativo de duas máquinas separadas no tempo por mais de vinte anos e não posso deixar de reparar que nem sempre os computadores estão efectivamente mais rápidos a fazer uma série de tarefas idênticas ou semelhantes às que se faziam há duas décadas.

Em processamento de texto, por exemplo.

Até recentemente dei por isso quando passei no escritório do meu pai e fiquei impressionado pela rapidez de um Athlon XP 1700+ (+-1500Mhz e 256MB de RAM) com o Windows 2000 instalado há 6 anos e a lentidão do meu P4 2.8Ghz (512MB de RAM) com o Windows XP instalado há menos de um ano.

E nesta “corrida” entre o Mac Plus e o um computador recente não posso deixar de realçar um parágrafo que resume bem o cerne da questão:

System 6.0.8 is not only a lot more compact since it has far fewer (mostly useless) features and therefore less code to process, but also because it was written in assembly code instead of the higher level language C. The lower the level of the code language, the less processing cycles are required to get something done.

Portanto não admira que o num Mac Plus se façam determinadas tarefas mais depressa que num PC recente.

Meus amigos, less is more.

Esperemos que as empresas de informática tomem noção disto rapidamente.

Por exemplo, entre o Word ou o Beans, não tenho a dúvida que prefiro o segundo (só lhe faltam as notas de rodapé!).

PS: A sova dada pelo Mac Plus no PC no teste de arranque é algo memorável.

Surface Computing: afinal a Microsoft não faz tudo mal

Maio 30, 2007

Uma coisa que ao longo dos anos me foi fazendo afastar da Microsoft foram as progressivas camadas de complexidade que a empresa foi colocando no Windows. Outro factor, a falta de real inovação nos Windows que desde o 95 e o NT4.0 (1996) tem caracterizado os produtos da Microsoft.

Não que sejam francamente maus, mas apenas se tornaram uma piada pesada de um original antigo. Nada de “disruptive technology”.

Portanto foi com enorme espanto que vi hoje as notícias referente à plataforma (tecnologia?) Surface Computing. Até que enfim vi alguma coisa verdadeiramente inovadora vinda dos lados de Redmond! E ainda para mais, é um conceito que assenta na premissa inversa à do Windows. Onde neste se inclui tudo e mais algo, no Surface Computing a simplicidade é a palavra de ordem. Isto sim é “disruptive technology”.

Ok, podemos dizer que é um iPhone em tamanho grande que o input por multitoque já existia. Certo, mas ainda assim o conceito da Microsoft é bem esgalhado. Muito bem esgalhado.

Como seria de esperar, esta inovação não veio do curral que habitualmente nos trás mais do mesmo (divisão de software) mas sim de quem nos trouxe as Xbox (e o Zune).

Depois de ver isto, o Leopard vai parecer algo sem sal. Esperemos que não, até porque o iPhone e as próprias aplicações da Apple apontam o caminho neste mesmo sentido.

Recomendo vivamente o video disponível no CNET e a galeria de imagens.

Update para o Mellel

Maio 29, 2007

O Mellel (o meu processador de texto favorito para Mac) foi actualizado para a versão 2.2.5.

Como novidades temos a possibilidade de partir notas de rodapé (imensamente útil para um dependente de notas de rodapé como é o meu caso), umas melhorias no sistema de espaçamento de parágrafos e outras que tais. Naturalmente que não ficaram de fora as habituais correcções de bugs.

A lista completa de novidades pode ser encontrada aqui.

É por isto que adoro os Macs

Maio 29, 2007

Uma das coisas que mais me tem espantado nestes três anos que levo de Macs é o aparecimento de aplicações para utilizar de forma inacreditável algumas estranhas features dos portáteis da Apple.

Uns utilizam os sensores de movimento, outros os sensores de luz e há até quem faça bom uso da (para mim, inútil) iSight integrada.

Por exemplo o iAlertU é um software grátis pensado para quem utiliza o seu portátil em lugares públicos, como bibliotecas. Basicamente é um alarme. Liga-se e desliga-se com o comando. Quando o alarme dispara, é tirada uma fotografia com a iSight (enviada por mail para um endereço pré-definido) e imediatamente a seguir desata a guinchar desalmadamente. Vejam o vídeo no Youtube. Cool, mas nada que bata o bom do velho cadeado amarrado à mesa.

O Smackbook permite dar umas pancadinhas ligeiras de lado e fazer saltar os desktops do Desktop Manager de um lado para o outro. Pessoalmente prefiro o Shadowbook que evita ter de dar pancadas no Macbook Pro, bastando tapar um ou os dois sensores de luz (por debaixo das grelhas das colunas). E há outro programita  (cujo nome me escapa por ter ficado no Powerbook :/) que também utiliza os sensores de iluminação mas com muitíssimas funções.

E por fim, o magnífico Dreamrecorder. Descobri-o ontem através do ajax nesta thread da Techzone. Já o experimentei e acho genial. Trata-se de um software que nos vai tirando fotografias com a iSight integrada ao longo da noite, aumentando a luminosidade do ecrã gentilmente ao longo de dois minutos. Tiradas as fotos, compara os movimentos com a probabilidade de se estar a ter um sono repousado. Aparentemente, ontem a partir das 4 da manhã, não descansei grande coisa. Além disto, também tem um alarme para nos acordar durante a fase de REM em que nos encontramos a sonhar. Para quê? Ora, para podermos gravar de viva voz no Macbook Pro o sonho que estávamos a ter.

As três primeiras são aplicações gratuitas, ao passo que o Dreamrecorder custa uns trocos (USD 49).

Da morte do Mac Mini

Maio 29, 2007

Têm aparecido algumas notícias informações não confirmadas (rumores, rumores, rumores e mais rumores…) de que o Mac Mini se apresta para ir fazer companhia ao Cube e ao PowerBook 12″ na lista de defuntos.

Argumentos desde o risível (a Apple não gosta do Mini) até ao lógico (não está efectivamente a ser utilizado por switchers e come vendas de produtos com margem mais elevada) têm sido apontados.

Cá por mim, a confirmar-se a morte, tenho pena. Simpatizo bastante com o Mini embora nunca me tenha ao trabalho de comprar um.

É verdade que o atraso na sua renovação (é o único computador com processador Core Duo ainda vendido pela Apple) e e a revisão em alta do seu pço aquando da transição G4-Core Duo não indiciam nada de bom.

Por outro lado, se ligarmos uma eventual morte do Mini aos rumores da renovação dos iMac se limitar aos modelos de 20″ e 24″ – deixando o de 17″ definhar como o Mini – ficamos com um problema.

Como cobrirá a Apple a gama de entrada? É que o Mac mais barato passará a ser – pasme-se – o Macbook.