Resumo da minha experiência com o Scrivener

Como tinha prometido há cerca de um mês, optei por utilizar o Scrivener como auxiliar para preparar um artigo que tinha de entregar até sexta-feira para uma unvirsidade inglesa.

Confesso que não dei uso de todas as potencialidades do programa pois para a função de outlining já tinha o excelente OmniOutliner (OO), com o qual venho trabalhando à cerca de um ano. Também não utilizei os lembretes do corkboard pois toda a informação que ia ser condensada no artigo ficou do lado do OO.

Portanto, a minha utilização do Scrivener ficou limitada à sua vertente de processador de texto.

Criei um novo documento e na coluna da esquerda do Scrivener defini as três grandes partes do meu artigo: Introdução, Desenvolvimento 1, Desenvolvimento 2 e Conclusões. Fiz todo o primeiro draft neste programa e gostei bastante. A interface é limpa, simples e lógica. Tudo o que o papão do Word não é. 5 estrelas para a interface e velocidade do próprio programa.

Infelizmente apenas pude fazer o draft no Scrivener. É que para artigos na área de direito é conveniente afogar as páginas em notas de rodapé, capacidade que o software ainda não dispõe. Além do mais, utilizo também o horrível Endnote para gerir a bibliografia, o qual apenas suporta o Word X e 2004. Logo, após o primeiro draft voltei à via sacra de usar essa dupla dos infernos: Word 2004 + Endnote 9.

Tenho a dizer que a experiência de escrever no Scrivener foi bem mais agradável que a de trabalhar com o Word (ainda que o 2004 seja o meu favorito de todas as versões que utilizei).

Com isto termino com três conclusões. A primeira é de que é um excelente software para quem quer, por exemplo, escrever um livro ou um artigo mais longo em que tenha de ter as ideias arrumadas e não necessite de fazer citações/notas de rodapé.

A segunda é que tenta fazer integrar bem funcionalidades que estão dispersas por outros programas, como o processamento de texto e a função de outlining.

A terceira é que me “apresentou” uma fonte magnífica que desconhecia: Optima. Fácil de ler em OS X, resulta bem impressa mas não é bem apreciada em Windows pelo Word 2000. Uma alternativa para as minhas habituais Arial (Narrow) e Book Antiqua.

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One Comment em “Resumo da minha experiência com o Scrivener”


  1. Ontem comecei um novo site para um cunhado meu e usei o scrivener para “organizar” as ideias… gostei bastante exactamente do que não usaste… o corckboard… sempre fui de escrever pouco e em sítios muito díspares, e com este programita fica visualmente arrumado… só ainda não cosegui clicar no lembrete e ir directamente para o seu conteúdo, pois fica apenas disponível a edição do synopsis do lembrete… tem-se assim que usar o menu do lado esquerdo… (nem mesmo usando a Information pane)

    Bom programa…😉
    JPCarvalhinho


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