Viva a Apple IMC [NOT!]

Há duas semanas coloquei aqui um post em que dava conta da “reparação” do Powerbook 15″ que tinha e deixei em Lisboa nas mãos treinadas da Interlog no dia 5 de Janeiro.

Na altura dei conta das minhas desconfianças, não só por experiências anteriores desagradáveis, como também pelo excessivo tempo da “reparação”. Dois meses certinhos para um computador de trabalho é uma eternidade. Para já não falar na inexistência de relatório com os problemas detectados e peças substituída. Tanto quanto sei, é a prática habitual da Interlog (mal sabem eles que a garantia é extendida para as novas peças…ou, se calhar, sabem-no bem).

Infelizmente – e tenho, efectivamente, pena – os meus receios eram fundamentados.

Este fim-de-semana fui finalmente a Lisboa e mexi no portátil pela primeira vez desde que voltou. Além de duas novas simpáticas mossas (uma anterior, é a única de autoria deste vosso humilde servente) à primeira vista não vi grandes problemas.

O problema na tecla enter estava resolvido, o gravador fazia menos barulho e quanto ao ecrã, não tive tempo num fim-de-semana caótico para verificar cabalmente se os problemas tinham sido reparados (desconfio que não, pois o ecrã era exactamente o mesmo…). Quanto ao aquecimento excessivo (era possível ver manchas negras na zona dos exaustores), já lá vamos.

Decidi gravar um CD para ver como estava tudo. Gravo o CD via iTunes e rapidamente o processo é parado. Levo o CD a uma aparelhagem e só aparece a primeira música. Confirmo fisicamente na parte inferior do CD que só houve gravação na parte interior do círculo.

2ª tentativa e, pela primeira vez em dois anos, o Powerbook crashou TOTALMENTE. 100% crashado. Ventoinhas no máximo e um calor diabólico (quase ao nível do meu MBP).

Não fiz mais nada, deixei a bateria a carregar um bocado e levei o portátil de volta para a Fnac devidamente crashado para que aquando da sua recepção vissem o lindo estado em que estava a máquina.

Portanto: dois meses em “reparação” e portátil em estado pior do que quando foi enviado. Já nem falo do relatório aqui de Espanha que entreguei declarando especificamente os problemas que afectavam o Powerbook.

Isto está cada vez melhor e a minha paciência para a Interlog vai baixando para níveis juridicamente perigosos.

PS: Aceito apostas quanto ao número de novas mossas que o portátil vai trazer.

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3 comentários em “Viva a Apple IMC [NOT!]”

  1. Sr. Tobias Says:

    Sue them. E mais não digo.

  2. J = moi Says:

    Também tenho um problema:

    – um ipod que andou aos trambolhôes e a Apple pimba pagou e não protestou
    – um emac que já passava dos 2 anos e tinha problemas na gráfica e no DVD que gravou mais do que os marroquinos que vendem pirataria e a pilha que se foi e …pimba a Apple pagou
    – os macBooks que receberam nova Bateria e caseBox porque Apple fez questão …e pimba a Apple pagou e não bufou e até agradeceu.
    – e tantos e tantos casos quase todos eles fruto do mau usos dados pelo utilizador em que não tem qualquer direito a garantia. Mas porque é que só se olha para o umbigo?
    – e aquele que levou tanta porrada e cervejinha todos os dias e quando foi para a garantia um pouco demorada ainda o seu proprietário reclamava por um novo. Por favor

    Se houvesse justiça estaria toda a gente bem servida: comprava-se ao preço de fábrica e se houvesse problema fazia-se “queixa ao quecas”

    NB.: fazer “queixa ao quecas” representa resolver o problema moral e espiritualmente e nunca falha.

    Claro que a Interlog é uma aberração e só vale a pena falar dela para quem não a conhece. É uma aberração porque além do mais dá-se ao desplante de vender ao público. Pena é o público cair na esparrela.

  3. J = moi Says:

    Se calhar postei no “post” errado! as minhas desculpas. Era só para saber se me pode ajudar quando aparecer um consumidor cheio de razão, tipo aquele, que um dia deixpu um velhimho PBook e quando o veio levantar (o mesmo a bombar comme il fault) nos diz, espantado:

    Esse não é o meu Pbook o meu era de outra cor!

    Pois bem. em toda a minha vida era a primeira vez que visualizava aquele modelo, deveriam á data haver muito poucos daquele em portugal, agora eu pergunto como é que era possível ele imaginar que a tampa não era a mesma, que mudou de cor. Seria preciso muito mas muito esforço e dispêndio de dinheiro para trocar uma tampa daquelas, talvez uns milhões de euros, entra abrir molde e mandar produzir uma única e exclusiva tampa(vai se lá entender porquê). Diga lá caro amigo: eram umas bofetadas bem dadas. Em que mundo vive aquele sujeito? Porque não foi chatear os “cornos” à Interlog ou á FNAC?

    Destas histórias e consumidores que mais parecem “Chulos” ninguém conta por aqui. Ninguém se queixa das asneiras que fazem com os seus equipamentos e a única culpa que assumem é quando foram roubados por negligência ou … e aí, garantidamente que não tem desculpa, para dizer: o meu portátil avariou-se !…

    E que dizer daqueles que compram na Fnac e trocam o disco por um mais “magro” ou mesmo outros componentes e depois dizem …bla, bla, bla … e aqueles que para conhecer as máquinas e fazerem experiências lá vão comprando e devolvendo o material quantas vezes já irreparável e vem na sombra daqueles, muito poucos, que até tem razão, justificar direitos próprios da selva em que vivemos. Deveríamos era ser todos proprietários dos produtores e vocês viam como as garantias fiavam fino. Ai se fiavam!…


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