And now for something completely different…

Hoje não me apetece escrever sobre macs. Há dias assim.

Vou falar de séries de comédia, em particular duas recentes que conquistaram um espaço muito razoável na minha vida, ambas com episódios de 20-22 minutos.

A primeira é a já defunta Arrested Development. Um show de série. É, basicamente, a minha série favorita dos últimos anos.
Foi filmada como se se tratasse de um documentário, sem público, sem gargalhadas de máquina e narrada por Ron Howard. Ou se se percebem as piadas por si, ou não se percebem de todo.

O diálogo é genial e gira à volta de uma família disfuncional, donos de uma imobiliária quase falida e com o pai preso por corrupção (e por construir casas num determinado país…). Cabe a um dos filhos tentar manter o barco a flutuar, o que é difícil. Não há taboo social que passe impune nesta série: corrupção, política, religião, direito, homosexualidade, incesto, alcoolismo e dependêndia de drogas/medicamentos, tudo vale para fazer piadas.

O nível do diálogo é tão sarcástico e…inteligente, que numa cena um dos irmãos encontra um bilhete de avião para Portugal e pergunta: “O quê? O pai vai fugir para a América do sul?”. Até o desconhecimento de geografia de que os americanos são acusados serve de motivo de gozo. Três episódios depois voltam a repetir a piada. Mais risos.

A ironia é tanta que até com a decisão da Fox de terminar com a série conseguiram gozar no episódio S.O.B. (alegadamente, “Save our Bluths”, que também se poderá interpretar como “sons of bitches”).

A outra série está bem viva, indo agora na sua segunda temporada. Trata-se de How I met your mother.  Esta gira à volta de um arquitecto (Ted) que em 2030 se entretem a contar aos filhos como conheceu a mãe deles. A primeira série é sobre as suas aventuras e desventuras com Robin (a qual, não é a mãe das crianças). Além destes dois personagens há um engatatão Barney (que na vida real é gay) e um casal amigo (Lilly e Marshall). Deste casal amigo, é possível que se lembrem da rapariga. Entrou nos 3 American Pie (“Once at bootcamp…”). É uma série pensada e desenhada muito na onda dos saudosos Friends, mas com a enorme vantagem de não ser 100% rodada em estúdio e não haver público aquando da rodagem.

Na segunda temporada os autores preferiram fazer episódios mais de gozo e menos centrados no arco central da história. Resultado: barrigada de risos. Recomendo especialmente o episódio intitulado “Slap Bet”. Muito, mas muito bom.

Enfim, ficam as duas sugestões pensadas para quem tem um mac com comando e se pode dar ao luxo de se esparramar na cama a ver DVDs (ou outros formatos…).

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