Quais os motivos que fazem as aplicações para OSX serem tão…boas?
Já várias vezes me tinha questionado sobre este facto. No que toca a aplicações, por que motivo gosto tanto da generalidade das escritas em cocoa e não me entendo com aquelas que são idênticas em Windows e OSX?
Bom, já tenho resposta: diferentes prioridades. Na generalidade das aplicações para Windows, as mesmas são pensadas para mostrarem todas as suas capacidades. E quanto mais capacidade tiverem, melhor (alegadamente). Rapidamente se chega à conclusão que o termo “bloatware” está bem cunhado. Tanta função numa aplicação só gera confusão.
Na maioria das vezes, as aplicações que são portadas de Windows para OSX sofrem desse mal que é replicarem o bom e o mau da versão Windows. Isto é, trata-se de desenhos criados para Windows levados para um ambiente em que a lógica subjacente ao sistema é distinta.
E a chave desta embirração com aplicações portadas é paradoxalmente simples: lógica, simplicidade e atractividade. Em OSX na maioria das vezes “less is more” e não interessa ter tudo e mais alguma coisa enfiada na aplicação.
Isso explica por que gosto tanto do Adium ou do Omnioutliner e detesto o MSN Messenger para mac ou qualquer outliner em Windows. Porque me sinto “em casa” com a lógica das aplicações desenvolvidas de raíz para mac. Já com as aplicações para windows, sinto-me um peixe fora de água. Barras, botões, dropdown menus cheios de opções dão-me cabo da cabeça.
Regra geral prefiro uma aplicação pequena, bem desenhada e que desempenhe muito bem uma função específica, ao invés de uma aplicação grande, pesada, cheia de remendos e que faz mais ou menos uma barragem de funções.
Resumindo a coisa: “Mac users will generally favor an app with a better experience over the one with more features.”
Bingo.
Março 23, 2007 at 12:29 am
Um outro bom exemplo de uma aplicação done right, quanto a mim, é o discoapp (http://www.discoapp.com)
Os autores favoreceram a usabilidade e aparência visual, e essencialmente o workflow de “como se grava um cd”, em deterimento de um aspecto cheio, com tudo disponível na forma de botão, sempre lá… ainda que por vezes sombreado indicado o estado de indisponível…
Pode não ter as mil funcionalidades do toast… mas este é bem mais eye catchy para as 99,9999% das vezes que se vai gravar um cd.
Como é costume dizer-se por estes meios…
“Less is more”